domingo, 12 de julho de 2009

(Fascículo 11)
Viagem a «Punt»


Não se sabe ao certo quando é que o homem percebeu, e logo usou, o primeiro barco que lhe permitiu ultrapassar um pequeno curso de água, e que depois foi desenvolvendo, permitindo-lhe ir transaccionar mercancias que tinha em excesso, trocando-as por outras que lhe faltavam.
Admite-se que há dez, vinte mil anos, se teria começado a dar a aproximação dos nossos antepassados primitivos à borda da água, que de nómadas, pastores, caçadores, se começariam a sedentarizar junto dos grandes leitos dos rios, onde teriam iniciado o cultivo de aluviões férteis, terras frescas e macias, facilmente aráveis, e notavelmente produtivas. Os rios com a sua fauna terão despertado interesse por permitirem variação da dieta alimentar. Foi o caso das margens do Tigre e Eufrates, do Nilo, do Zambeze e do Habito (na China), entre outros.
Rapidamente o «Homem» começou a procurar produtos novos que não encontrava perto dos seus locais de pousio, sendo obrigado a procurá-los em outras paragens. E com estas deslocações se deu inicio ao comércio a distância.
Facto impulsionador da técnica de construção naval, de dimensão apreciável, foi a construção das embarcações guerreiras para protecção das armadas comerciais, ou tão só, para conquista de novos territórios. A necessidade aguçou o engenho e tem-se contudo por evidente que as primeiras embarcações capazes de afrontar distâncias ainda num mar de todo circundado por terra, teriam aparecido no Mediterrâneo, em tempos muito longínquos que muitos historiadores dão como possível ter acontecido, séculos antes da era de Cristo.

GALERA

Inicialmente o desconhecimento da escrita dificultou o relato dessas viagens. Mas em 1500aC temos já os primeiros relatos de viagens intencionalmente levadas a cabo para efeito de descobrimentos.

Galera

Um dos primeiros produtos que passou a ser transportado de barco (que veio assim substituir o camelo) foi a mirra, e aconteceu com a viagem feita no tempo do faraó egípcio, Sature, em 2.500 aC, a um local chamado «PUNT».



«PUNT»
Aí teriam carregado 80.000 medidas de mirra. Facto é que a localização exacta de PUNT não se sabe, e vem sendo objecto de diversas especulações. Conjectura-se a viagem, conforme reproduzida mapa acima, que terá sido feita em embarcações que não andariam longe do que é figura abaixo.[1]




Desembarque no Punt(Bjorn Landsrom)

(cont)














[1] Bjorn Landstrom –«A Caminho das índias»

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